Pedra na vesícula ou Cálculo Biliar

Saiba que pedra na vesícula é uma doença também conhecida pelos nomes de como Cálculo Biliar ou ainda Colelitiase.

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Pedra na Vesicula ou Calculo Biliar: Encontre aqui as informações que você procura sobre pedra na vesícula, um problema também conhecido como Cálculo Biliar.

 

PEDRA NA VESÍCULA         CAUSAS         SINTOMAS        PREVENÇÃO        TRATAMENTO

 

 

 

Uma forte dor no estômago. Quando se torna ainda mais aguda, é sentida também na região das últimas costelas à direita. O desconforto diminui e aumenta de intensidade, como uma cólica, e acaba irradiando pelo abdome superior e pelas costas. Depois acontecem os enjôos e o vômito.

Esses são normalmente alguns dos sintomas de pedras na vesícula biliar, dado a ocorrência de uma cólica biliar.

 

Pedra na vesicula causa cólica biliar.

Segundo pesquisas, esse quadro doloroso não é incomum, já que de 10% a 20% das pessoas com idade entre 35 e 65 anos têm cálculos na vesícula. "A doença afeta mais a mulher, e algumas das possíveis causas são a síndrome plurimetabólica, descontrole hormonal em vários órgãos, a obesidade, o efeito sanfona, processo constante de ganho e perda de peso, a idade e a presença de diabetes", explica o infectologista e chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon Monteiro da Silva.

Cálculo Biliar ou Pedra na Vesícula

Na maioria dos casos, as pedras são assintomáticas, e o paciente só vai saber que tem o distúrbio quando elas obstruem parcial ou totalmente as vias biliares, causando dor. "Tem que ter cuidado para não confundir problemas de fígado com vesícula. Geralmente, as pessoas acham que estão passando mal, com diarréia, dor de cabeça, enjoo e a pele e o branco dos olhos meio amarelados, porque o fígado não está cumprindo seu papel, mas, na realidade, este órgão causa poucos sintomas. O que acontece realmente é que a vesícula não está funcionando como deveria", esclarece o Dr. Olzon.

Ainda de acordo com o gastroenterologista Vitório Luiz Kemp, de São Paulo, a vesícula biliar é um órgão pequeno, no formato de uma pêra, localizado embaixo do fígado. Ela é a responsável por armazenar a bile, um líquido esverdeado produzido pelo fígado que aumenta a solubilidade de gorduras para o organismo absorver com mais facilidade as vitaminas provenientes dos alimentos e, ainda, facilita o trânsito intestinal. Funciona como um "sabão" do corpo, quebrando as gorduras que ficam presas no intestino. Depois dessa "limpeza", o que não vai ser aproveitado é jogado fora - neste caso, com as fezes.

"Sempre que se come alguma coisa, a vesícula é encarregada de jogar a bile, fazendo pequenas contrações, no duodeno, que é a primeira parte do intestino, para a digestão acontecer sem nenhum mal-estar. É lógico que em refeições pesadas, com gorduras em excesso, o trabalho vai ser bem maior. Mas se isso não for freqüente, a bile executa o trabalho direitinho. Isto é, quando não há uma pedrinha no caminho", diz Kemp.

Mas como essas pedras se formam? "Dentro da vesícula, estão concentrados gorduras e sais biliares. Se houver qualquer alteração nessa solução, começam a ser formados os cálculos, que podem ficar tranquilamente guardados ali por anos sem causar problemas. Dependendo do tamanho, eles também podem passar pelas vias biliares, causando um mal-estar dolorido, mas passageiro, ou, simplesmente, obstruir o canal, quando acontecem as cólicas, vômitos e febres", prossegue o gastroenterologista.

 

O tratamento para os problemas de cálculo na vesícula pode ser feito através de complementos, medicação ou cirurgias. A utilização alternada de fitoesteróis em cápsulas, óleo de oliva, cloreto de magnésio pa, chá de folha de abacateiro e chá de agulhas de pinheiro durante alguns meses normalmente diluem e eliminam as pedras na vesícula. O índice de sucesso varia de 40-80% e o tratamento em geral dura de 6 a 12 meses. Existe um medicamento a base de uma substância denominada ácido ursodesoxicólico que em alguns casos dissolve os cálculos formados apenas por colesterol, mas esta droga possui contra-indicações e só pode ser utilizada sob acompanhamento médico. É importante lembrar que para uso de medicamentos alopáticos é imprescindível a prescrição, orientação e acompanhamento médico.

 

Figado e a bile:

O fígado tem várias funções, dentre as quais a produção de bile. A bile é necessária para digerir as gorduras que ingerimos. O fígado produz 2 litros de bile por dia, em ritmo constante de produção. A bile goteja pelo canal do fígado (ducto colédoco), até desembocar no duodeno (duodeno é a primeira parte do intestino). Dessa forma o duodeno sempre tem bile para “recepcionar” uma eventual ingestão de gordura.

O canal do fígado (colédoco) tem uma ligação com um pequeno depósito chamado vesícula biliar, que armazena um pouco da quantidade da bile produzida (20 ml). Quando ingerimos uma refeição gordurosa, o duodeno “avisa” a vesícula sobre a presença de gordura. Em resposta a este aviso, a vesícula se contrai, enviando cerca de 20 ml de bile para o coledoco, o que promove uma pequena injeção extra de bile no duodeno, sincrônica à ingestão gordurosa, e isto auxilia a digestão das gorduras ingeridas.

As maiores complicações ocasionadas pelas pedras na vesícula são devido à migração dos cálculos. Se um cálculo migrar para o ponto de junção da vesícula com o coledoco, ocorre o entupimento da vesícula. Isso faz com que a vesícula se contraia, numa tentativa de se desobstruir. Instala-se, então, um quadro de dor intensa que se irradia para as costas, geralmente acompanhado de vômitos.

Freqüentemente, isso obriga o paciente a procurar um Pronto Socorro, onde recebe medicação antiespasmódica (Ex. Buscopan), que provoca o relaxamento da vesícula e permite que a pedra volte para a vesícula, o que alivia a crise . Algumas vezes o encaixe da pedra na junção da vesícula ao coledoco é tão firme, que a pedra não consegue voltar; nesse caso a cólica não passa . A vesícula entra em sofrimento, infecção e posterior perfuração com peritonite grave. Esse quadro é chamado Colecistite Aguda.

Algumas vezes estas pedras passam da vesícula para o canal do fígado (coledoco) e o entopem - nesse caso a produção de bile do fígado não consegue escoar para o duodeno. Ocorrem cólicas e a bile represada no fígado reflui para o sangue, surgindo assim a icterícia (coloração amarelada do paciente). Esse quadro é chamado Coledocolitíase.

Quando a pedra da vesícula entope o coledoco pode ocorrer também o entupimento do canal do pâncreas, causando a temível Pancreatite Aguda.

 

Outra complicação da vesícula que contém pedras é que nela pode surgir um Câncer, com freqüência muito maior que na vesícula normal. Trata-se de uma patologia rara porém, quase na totalidade dos casos, incurável.

Assim, se encontramos pedras na vesícula, mesmo que assintomáticas, devemos iniciar um tratamento para eliminação das pedras, pois as mesmas representam o risco constante de cólica, colecistite aguda, coledocolitíase, pancreatite aguda e câncer.
 

Pedra na Vesícula - Cálculo Biliar - Pedra na Vesicula

"A vesícula biliar é um órgão que se localiza junto ao fígado e tem a função de armazenar a bile, a qual é produzida pelo fígado, e liberada no intestino após as refeições. A bile ajuda na digestão das gorduras e tem um alto teor de sais biliares".

 

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Agora que você já sabe o que é, os sintomas e como tratar, cuide-se e evite pedra na vesícula.